quarta-feira, 16 de maio de 2007

AUTARQUIAS E LISBOA: ONDE ESTÁ A DISCUSSÃO COM OS MILITANTES DO BLOCO?

O balanço da actividade do Bloco de Esquerda na Câmara Municipal de Lisboa pode-se considerar positivo.

De um modo geral, Sá Fernandes esteve bem na sua intervenção como vereador.

No entanto, quer em Lisboa quer um pouco por todas as autarquias em que o Bloco intervém, qual tem sido o contributo (ideias, propostas, sugestões, ...) pedido pelos representantes bloquistas aos aderentes e militantes do Bloco.
Qual tem sido também o papel de direcção e de incentivo da direcção nacional do Bloco?

Na Moção D defendemos na Tese 6: " A existência de eleitos do Bloco em tantas autarquias pode e deve facilitar a criação de redes de activismos nesse sentido."

Pergunta-se: o que fez a direcção do Bloco para tornar a acção autarquica dos representates bloquistas discutida e analisada por tod@s os aderentes? Como sensibilizou permanentemente os núcleos para o apoio à intervenção autarquica? Como organizou a discussão no sentido de dar coerência à intervenção autarquica no plano nacional?

Por exemplo, que informação e que discussão foram promovidas no seio do Bloco, sobre o que se passou e passa na Câmara de Salvaterra de Magos?

E agora, vêm aí as eleições para a Câmara Municipal de Lisboa!

As interrogações mantêm-se: como deve intervir o Bloco, em coligação ou sózinho? Se em coligação, com que partidos, movimentos ou grupos?

Alguém participou ou foi chamado a participar numa discussão deste tipo?

Segundo a imprensa, parece que Sá Fernandes procura um acordo com Helena Roseta ... e o que pensarão os militantes e os aderentes do Bloco?

As decisões parece que continuam a ser competência das "mais altas instâncias" ...



João Pedro Freire

16 comentários:

Luis Filipe disse...

Não tem razão. Ontem houve um plenário de militantes da concelhia de Lisboa que discutiu todas essas questões e mandatou a concelhia de Lisboa para estabelecer todos os contactos e conversas nesse sentido. E garanto-lhe que se discutiu TUDO.

Com muita simpatia,

Luís Pires

Paulo F. Silva disse...

Caro Luis Pires:

Lamento ter de fazer o papel do desmancha prazeres, mas creio que o espirito critico e a exigência de participação dos camaradas está um pouco por baixo.
Afirmas que ontem ( 16 de Maio) reuniu o plenário de militantes da concelhia de Lisboa e que tudo foi discutido. Mas nessa altura já tinham sido tomadas as decisões sobre o pedido de entendimentos pré-eleitorais ( ou alianças) e portanto limitaram-se a ratificar posições já assumidas.
Não estou a contrariar a decisão tomada , porque para isso me faltam dados e informação, o que estou é a afirmar que o modo de actuação é menos correcto.

Ferreira dos Santos
17 Maio 2007 - 17:4o

Paulo F. Silva disse...

Caro camarada Luis Pires,

Ainda bem que se realizou ONTEM um plenário mesmo que para RACTIFICAR decisões SUPERIORMENTE (!) já tomadas ... Da próxima vez, quero acreditar que o plenário se realizará ANTES e não só para RACTIFICAR ...

Ficou por informar o que se pensa fazer (ou já se fez algumna coisa?) AINDA sobre Salvaterra de Magos ...

João Pedro Freire

jose disse...

Ignorância não é desculpa

Este debate é espantoso, mas ignorância não é desculpa.

As eleições foram convocadas a meio da semana passada. Desde esse momento, já houve uma reunião das eleitas e dos eleitos de "Lisboa é Gente", a lista do Bloco em Lisboa, aberta aos aderentes de Lisboa e com a presença de Sá Fernandes. A coordenadora concelhia reuniu para avaliar os contactos e debater a melhor política. Houve depois uma assembleia concelhia para discutir e decidir, que votou a orientação que deve ser seguida pela coordenadora concelhia.

Entretanto, reuniu a comissão política da candidatura "Lisboa é Gente", formada pelo Bloco e por independentes.

Numa semana, houve dois plenários.

Não sei se em Matosinhos se fazem dois plenários numa semana para decidir a orientação e escolher os candidatos autárquicos.

OBJECTIVO: SOCIALISMO! disse...

Caro camarada:

Agradecemos as informações prestadas.
A forma sobranceira e arrogante como são prfestadas não nos merecem qualquer comentário. Os actos ficam com quem os pratica.

Ferreira dos Santos

Rui Faustino disse...

Não há fome que não dê em fartura:

Cronologia dos plenários da concelhia de Lisboa:

a) 6 de Fevereiro de 2007
b) 15 de Maio de 2007

Pelo meio assistimos à total agonia da CML, à queda da câmara, ao anúncio da candidatura do Sá Fernandes, ao apoio concedido ao mesmo pela direcção concelhia, à explicação de que não havia condições para coligações à esquerda(lembrem-se de todas as alfinitadas que o Fernando Rosas deu à Helena Roleta no programa "debate da nação") e o seu inverso: isto é, ao anúncio (numa altura em que era por demais duvidoso que legalmente pudessem concorrer coligações, apesar do seu parecer juridico)de que a esquerda se devia unir pelo Sá Fernandes.

Imagina que o plenário decidia o contrário? Mas lá está: não está previsto que as bases decidam o contrário, não é?

Se calhar é a democracia interna possível, mas não me venham dizer que é a democracia desejável.

E se o José for o apparatchik que eu conheci na JCP, nem devia atirar pedras, pois tem muitos, mas mesmos muitos telhados de vidro

OBJECTIVO: SOCIALISMO! disse...

José (da próxima vez podes identificar-te melhor ... só te ficaria bem!),

No núcleo de Matosinhos os militantes são livres de participar nas Moções que entendem subscrever. A Moção D não tem só militantes do núcleo de Matosinhos como alguns camaradas da direcção do Bloco gostam de por a fazer correr ... E se os subscritores da D fossem só de Matosinhos, talvez isso se ficasse a dever a uma tentativa de se aproveitar a experiência de um núcleo que sempre vai tendo uma vida bem mais dinâmica e plural que alguns orgãos do BE ...

No núcleo de Matosinhos o número de plenários realizados num ano deveria ser comparado com o número de plenários que outros núcleos e concelhias realizam em igual período ... talvez se chegasse a algumas conclusões interessantes!

Pelas datas exibidas quanto à realização dos plenários lisboetas, elas são elucidativas e sintomáticas do conceito de democracia interna de alguns sectores no BE ...

João Pedro Freire

jose disse...

Oh Faustino, não haverá fartura que não dê diarreia mental?
E não, nunca fui da JCP!

Rui Faustino disse...

JOBS FOR THE BOYS?

Notícia publicada no Correio da Manhã on-line

"O gabinete de José Sá Fernandes custava ao orçamento da Câmara Municipal de Lisboa 20 880 euros por mês. Com 11 pessoas, das quais nove assessores técnicos, uma secretária e um coordenador de gabinete, auferindo salários mensais entre 1530 euros e 2500"

CONTRATO PRESTAÇÃO SERVIÇOS - 11 PESSOAS

Nome - Função/Origem/Contrato - Categoria/Vencimento (euros)

Alberto José de Castro Nunes - Assessor (50%) Renovação - 1.530,00

Ana Rita Teles do Patrocínio Silva - Secretária (100%) Renovação - 2.000.00

António Maria Fontes da Cruz Braga - Assessor (50%) Renovação - 1.530,00

Bernardino dos Santos Aranda Tavares - Assessor (100%) Renovação - 2.500,00

Carlos Manuel Marques da Silva - Assessor (50%) Renovação - 1.530,00

Catarina Furtado Rodrigues Nunes de Oliveira - Assessora (100%) Renovação - 2.500,00

Maria José Nobre Marreiros - Assessora (50%) Renovação - 1.530,00

Pedro Manuel Bastos Rodrigues Soares - Coordenador do Gabinete (50%) Renovação - 1.730,00

Rui Alexandre Ramos Abreu - Secretário (100%) Renovação - 2.000,00

Sara Sofia Lages Borges da Veiga - Assessora (50%) Renovação - 1.530,00

Sílvia Cristóvão Claro - Assessora (100%) Renovação - 2.500,00

Tudo consultável em

http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=242853&idselect=90&idCanal=90&p=200

ISTO É VERDADE?

Como trabalhador precário da CML que está na eminência de ter salários em atraso, como militante comunista deste partido que paga para fazer política, EXIJO uma explicação da direcção do BE para este verdadeiro escândalo, para esta ignomínia, esta coisa inqualificável que é saber pela imprensa que o Sá Fernandes tem 11 (onze) acessores e todos pagos a peso de ouro!!!

TORNO A PERGUNTAR... ISTO É VERDADE? É QUE TEM TODO O AR DE O SER!

A notícia avança AINDA que Sá Fernandes vai defender amanhã, na apresentação da candidatura à edilidade, a necessidade de “moralizar” a contratação de assessores.

SE ESTE NÚMERO DE ACESSORES E ESTES SALÁRIOS FOREM VERDADE, SÓ ME APETECE DIZER... QUE HIPOCRISIA MAIS BANDALHA!

Interrogada por vários militantes, a direcção sempre se negou a revelar o nº de funcionários e acessores DO BLOCO e os seus respectivo vencimentos (como se fosse um grande segredo de estado...). Agora percebo porquê -

A SER VERDADE, isto é 1 NOJO

Post scriptum: Ó José, serás tu 1 dos boys do sá Fernandes?

OBJECTIVO: SOCIALISMO! disse...

O comentário do Rui Faustino contém informações de tal forma GRAVES que merecem um comentário/esclarecimento/desmentido por parte da direcção do Bloco com responsabilidades para a área autarquica.

Se nada exstir, consideram-se as considerações do Rui Faustino como verdadeiras e com consequências MUITO GRAVES!

Um assunto a abordar na Convenção!

João Pedro Freire

Rui Faustino disse...

João:

Só tens de ler a notícia do CM. hoje saiu na edição papel!

Eu trabalho há 7 anos! Sete! a recibos verdes na câmara municipal de Lisboa.

estou em risco de ficar com salários em atraso (senão despedido...) e vejo os meus camaradas(?) a encherem-se.

Desculpem-me a expressão, mas é assim mesmo! Que julgam o que os 10 ou 11.000 funcionários da CML vão pensar disto? Quando, no mesmo tempo, os seus direitos foram atacados nesta vereação?

eu sei que a reacção quis queimar o sá Fernandes, a questão é que ele e o bloco deram o flanco!

Se o bloco aproveitasse os militantes que tem - somos tantos a trabalhar na CMl, somos tantos os eleitos na autarquia... - já não eram precisos tantos acessores.

Aqui coloca-se a dicotomia: "politicos profissionais" ou "activistas voluntários".

A direcção do Bloco optou pela 1ª opção. e, naturalmente, será penalizada por isso nas urnas.

não sei se o sá Fernandes vai perder votos, se o Bloco será penalizado, mas sei que não vai crescer tanto em Lisboa quanto poderia porque, afinal... é um partido como os outros.

E isso é que dói.

OBJECTIVO: SOCIALISMO! disse...

Caro Rui Faustino,

Tens toda a razão naquilo que escreves.

Sou de opinião que a intervenção do Bloco nas autarquias deve ser discutida na Convenção.

Começam a existir muitas situações que vão acontecendo fora do alcance dos militantes do Bloco ...e o que mais custa, é ver que os miltantes são obrigados a tomar conhecimento dessas situações através da imprensa, porque ... internamente parece que informação/debate não existe ...

Ou fazemos do BE um partido-MOVIMENTO diferente do que existe no chamado arco-parlamentar burguês ou arriscamo-nos a ser considerados como ... mais um!

Um abraço,
João Freire,

Rui Faustino disse...

Neste sentido, João, convido-te a ti e aos demais camaradas que vierem a ser eleitos como delegados à Conveção que subscrevam a emenda por mim apresentada e chamada "militância e burocracia".

Essa emenda prevê:

a) que os plenários concelhios e outros plenários de base reunam com uma periodicidade mínima mensal

b) que os agrupamentos de empresa, escola e sector sejam preferencialmente estimulados pois adaptam-se melhor às necessidades de intervenção nos movimento sociais do que a organição geográfica

c) que os Encontros nacionais sectoriais (Trabalho, autarquias, ambiente, etc.) votem documentos, decidam sobre o âmbito específico da sua intervenção e elegam coordenadoras

d) o fim das nomeações pelo topo: todos os dirigentes, candidatos a cargos públicos, acessores e funcionários sejam eleitos pela base

e) direito à revogação. Do mesmo modo que os militantes e respectivas estruturas têm o direito de escolher os seus representantes nos órgãos do partido ou do Estado, devem ter também o direito à revogação (a qualquer momento) dos mandatos daqueles dirigentes que perderem a sua confiança política.

f)Remuneração pelo salário médio nacional! É necessário que os funcionários e eleitos do Bloco vivam como vive o povo: Não queremos representantes que se mantenham nos cargos por força dos privilégios adquiridos, mas por exclusiva dedicação à causa revolucionária. A diferença entre as remunerações oficiais dos cargos públicos e o salário médio nacional, deve ser entregue ao Partido para financiar a luta. Recusamos igualmente o argumento de ter de se pagar altos salários para que os “cérebros” se dediquem à política: esse é um argumento burguês. O que produz boas políticas não são habilitações académicas, mas consciência de classe.

Este é o programa de combate à burocratização do Bloco.

Luis Filipe disse...

Acho que andam a ver muito mal as coisas...

1. Quem paga os ordenados dos acessores é a Câmara Municipal de Lisboa e não o José Sá Fernandes, e portanto a candidatura "lisboa é Gente" e o BE só ganham com isso.
2. O facto de termos apenas um vereador, obriga a ter mais pessoas a trabalhar com ele, para que possa fazer um trabalho melhor.
3. Acho este nível de "críticas" muito baixo.
4. Acho perfeito que JSF trabalhe com 11 pessoas pagas pela CML, das quais nove assessores técnicos, uma secretária e um coordenador de gabinete, auferindo salários mensais entre 1530 euros e 2500, desde que façam um bom trabalho.

OBJECTIVO: SOCIALISMO! disse...

Caro Luis Filipe:
Não se trata de uma questão de visão. É mesmo uma questão politica. Se bem te lembras fomos nós que levantamos o problema dos " Jobs for the boys " .Não convém dizer umas coisas e fazer outras ... os nossos concidadãos não irão entender muito bem.
Ferreira dos Santos

Rui Faustino disse...

Pois, que bom! Está a CML de rastos fianceiramente e nós a aproveitarmo-nos bem dela!

Está o contribuinte a pagar os salários dos acessores e.. então força! Está tudo justificado.

Temos 1 vereador (sem pelouro) com 11 acessores. Se um dia tivermos 100 vereadores... Ui!

O bloco de esquerda tem militantes em Lisboa, se os militantes fossem mobilizados (não apenas para encher comícios, pegar em pancartas ou colar cartazes) se calhar não eram necessários tantos acessores.

Achas este nível de críticas muito baixo, Luís Filipe?

Então olha: diz-me quais e quantos trabalhadores da função pública ou da CML ganham o que ganham os nossos acessores? Onde é que está, efectivamente, a baixeza?

Então o bloco é suposto ser o partido que luta contra os privilégios e a seguir contrata em condições absolutamente privilegiadas 11 acessores! Não me faças rir!

Acho fabuloso que enquanto a maioria do nosso povo passa por sérias dificuldades, as pessoas que o dizem representar tenham prebendas destas.

E depois uma pessoa vai às reuniões do partido e ainda apanha certos bonecos a encherem a boca com o seu "revolucionarismo" bloquista! Pelo amor de deus! haja um mínimo de decência.

Querem ganhar dinheiro? Vão para o sector privado!

hoje um tachinho, amanhã um trem de cozinha - com a burocracia foi sempre assim
Quem se mete nestas coisas da política deveria era fazer sacrifícios, ao invés de apanhar bons tachos!

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