quarta-feira, 25 de abril de 2007

ESTATUTOS: UMA PROPOSTA E UM EXEMPLO!

Proposta de alteração aos Estatutos do Bloco de Esquerda:

Art.3º - Aderentes

4 – Podem aderir ao Bloco de Esquerda, grupos de cidadãs e cidadãos, enquanto adesão colectiva.

a) Cada adesão colectiva deve ser ractificada pela Mesa Nacional por proposta de uma Comissão Coordenadora distrital ou regional.
b) No processo de adesão colectiva, o grupo candidato deverá apresentar um processo escrito no qual conste a sua definição enquanto grupo, assim como a sua concordância explícita e escrita com o artigo1º dos presentes Estatutos.
c) Cada grupo que tenha aderido de uma forma colectiva, deverá identificar os seus membros, os quais passarão também a ser aderentes do Bloco de Esquerda.
d) Cada grupo-aderente pode participar, enquanto tal, nas Convenções Nacionais do Bloco de Esquerda. A participação nos órgãos previstos no art.7º destes Estatutos fica vedada, podendo a participação ser efectuada através dos seus aderentes individuais.


EXEMPLO DE UMA ADESÃO COLECTIVA

in Público de 22 do corrente: " Por isso, há precisamente um ano, 21 de Abril de 2006, data simbólica do quarto aniversário da passagem do candidato (...), Rost (nota: músico de rap francês)
criou a Associação Banlieus Actives. (...) A sua Associação Banlieus Actives é uma das muitas que surgiram depois dos motins de 2005 para incentivar os jovens (...) . "

Tal como estas Associações de jovens franceses, existem também algumas em Portugal. E se quisessem ADERIR ao Bloco de Esquerda por reconhecerem que seria o espaço organizado onde melhor poderiam lutar pelos seus direitos e aspirações?

João Pedro Freire
Matosinhos/Miltante 147

Um comentário:

Victor Malheiro disse...

Uma proposta do Bloco de Esquerda possibilitar a adesão de "pessoas colectivas" parece-me de difícil execução e perigosa, pois colocar-se-ia sempre as questões: quem representa esse movimento, por um lado, e até que ponto a sua opinião é representativa do movimento.

Além do mais, é pratica do próprio BE que os seus aderentes integrem os movimentos cívicos da sua área, mas em seu nome e não enquanto representantes do BE. Tudo o que não deveremos fazer é partidarizar tais movimentos - já foi tentado e conhecemos os resultados - ainda que as nossas opiniões reflictam a nossa militância partidária.

Assim, a proposta que vos deixo, e que o inverso também se verifique. Sempre que algum movimento pretender aderir ao BE deve instar os seus membros a fazê-lo individualmente, e por si. Ainda que depois defendam uma agenda que vá de encontro ao que defendem enquanto movimento. Depois disto, prevalecem as maiorias...

Victor Malheiro
(victor_malheiro@yahoo.com)
(BE Braga)

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