sexta-feira, 27 de abril de 2007

OPOSIÇÃO, GOVERNO ... E QUE TAL LUTAR POR UMA ALTERNATIVA SOCIALISTA DAS ESQUERDAS?

Qual o papel do Bloco de Esquerda perante a questão de participação ou não num governo? É claro que a questão não se coloca no abstracto: não será um governo qualquer nem com uma orientação programática e política qualquer! Parece evidente!...

O Bloco de Esquerda está, neste momento, na oposição a um governo (o do PS) com políticas de direita mas eleito por uma base social de esquerda. Está na oposição e está no sítio certo!

Mas, a posição do Bloco será na naturalmente na oposição ou estará sempre com iniciativa própria para contribuir para uma alternativa governamental socialista e das esquerdas?

Não é uma questão de palavras, mas nem sempre o que é convergente das esquerdas produz um programa e políticas de esquerda e socialistas!

A maioria social - trabalhadores, consumidores, contribuintes ... - a quem o Bloco se dirige anseia por governos que RESOLVAM ou CONTRIBUAM para a resolução dos seus problemas e abram portas para se atingirem os seus anseios pessoais e colectivos. A eternização da oposição provoca remendos nas políticas, mas não produz políticas qualitativamente diferentes com consequências de ruptura para reformas duradouras!

O Bloco de Esquerda deverá ter uma postura de permanente BUSCA e permanente DISPONIBILIDADE para uma alternativa SOCIALISTA no quadro do diálogo entre as esquerdas. O Bloco não busca, no entanto, consensos mínimos que resolvem maiorias aritméticas parlamentares mas que depois tudo permanece na mesma, porque as estruturas do liberalismo e da democracia liberal permanecem intactas sem vestígios de coragem para qualquer ruptura.

A Moção D tem proposta a convocação de um fórum permanente, iniciativa da esquerda nova (que tem de ser o Bloco) precisamente para a discussão e produção de programas que possam congregar as vontades das mulheres e dos homens das esquerda que buscam uma alternativa ao liberalismo e aos totalitarismos. Uma alternativa que queremos com sentido para a afirmação de uma democracia socialista.

É urgente a construção de caminhos e pontes para essa alternativa. No entanto, esses caminhos e pontes deverão ser encontrados no plano social e não na reprodução aritmética de maiorias parlamentares de esquerda que puderão não produzir alternativa nenhuma!

João Pedro Freire
Matosinhos/Militante 147

15 comentários:

gr@ffittis disse...

O novo ano de 2005 traz consigo muita ESPERANÇA! Esperança que termine a onda governamental liberal e de direita e que a previsivel vitória do Partido Socialista concretize o ínicio de um período de políticas democráticas e sociais que impliquem uma mudança que não seja só de cosmética!

Como socialistas lutaremos para que a vitória do PS seja também a vitória de todas as mulheres e homens de esquerda e, sobretudo, a vitória de todos aqueles que têm sofrido as consequências concretas da governação de direita. Lutaremos para que o PS tenha a coragem de definir e praticar políticas que não simbolizem a repetição de erros passados. Com o esforço militante de todos os socialistas é possível a concretização de políticas que garantam, com o apoio da maioria social, a realização de profundas reformas políticas, económicas, sociais e culturais.

A vitória do PS tem também de ser a derrota da política baseada na influência de lobbies e dos interesses instalados. Tem de representar a vitória da democracia e da participação cidadã a todos os níveis!

Não é fácil, mas valerá a pena lutar por isso. Nos 365 dias de 2005!!

João Pedro Freire
Militante nr.3760

# posted by Tribuna Socialista : 12/31/2004

Paulo F. Silva disse...

No campo do socialismo. existem diversas correntes. Pessoalmente fico grato a quem me relembra que a (minha!...) coerência por uma opção convergente a partir da pluralidade das esquerdas já vem de trás (temporalmente falando!!!!)

João Pedro Freire
Matosinhos / Militante 147 do BE
(é um facto que já fui o militante 3760 do PS, não confundir com o actual "partido sócratico")

esquerda.comunista@gmail.com disse...

Realmente a perseguição que alguém anda a fazer ao João Pedro Freire por ter sido do PS é no mínimo estúpida e mesquinha.

Que dizer daqueles que durante metade das suas vidas gostaram muito da China, da Albânia ou da ex-URSS e que sencontram aos pontapés no Bloco de Esquerda?

De resto, a quantidade de comentários anónimos que enxameiam os blogs de discussão - até tivémos a oportunidade de ler comentários de um membro da mesa nacional sob anonimato! - é um triste sinal do nível e da maturidade política que existe no Bloco.

Mas enfim... deve ser mais um sinal de modernismo na nossa esquerda!

esquerda.comunista@gmail.com disse...

Assina, claro,

Rui Faustino

Tornei-me, aos 16 anos, militante do PCP no ano de 1991, assumi as primeiras divergências sérias a partir de 1993, assumidamente trotskista desde 1997 e saindo do PCP em 2001.

Entrei no Bloco em 2003 (militante 2800), estive para sair do mesmo em 2005 face ao sectarismo estúpido que nele existe, mas no qual me mantenho porque o BE não é propriedade de meia-dúzia, mas é uma oportunidade para fazer política (revlucionária) e uma ferramenta para mudar o país - ainda que haja quem a queira inutilizar

Miguel Madeira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Miguel Madeira disse...

E até é muito mais meritório alguém ter sido do PS e agora estar no Bloco (ainda mais estando o PS no poder) do que o oposto.

gr@ffittis disse...

“Realmente a perseguição que alguém anda a fazer ao João Pedro Freire por ter sido do PS é no mínimo estúpida e mesquinha.”

Aqui está o depoimento de uma vítima de perseguição. (ahahah)
Não se trata de perseguição porque realmente a pessoa em causa tem a importância que tem, ou seja nenhuma. Conjecturo até que a única vez que tal militante do ps e do be foi perseguido terá sido por cães com o cio quando passeava o seu amigo de quatro patas.

Só se se entender como ser perseguição ter referido factos verdadeiros incontornáveis e incontestáveis.

Perseguido, perseguido está a ser o Narciso Miranda (pelo menos é o que ele diz)

“Tornei-me, aos 16 anos, militante do PCP no ano de 1991, assumi as primeiras divergências sérias a partir de 1993, assumidamente trotskista desde 1997 e saindo do PCP em 2001.”

É claro o percurso que faz - entrou para o pcp em 1991 e saiu em 2001 - demonstra a sua inteligência, mesmo que ela se tenha manifestado tardiamente.

Acontece que o percurso político do joao pedro freire (3760ps/147be) não é claro nem demonstra inteligência. Mais parece de um enorme oportunismo.
Este eclético militante tem o número 3760 porque entrou para o ps ainda “jovem”.
E faz um percurso político de “arrependimento”, a ver:
Até à fundação do bloco de esquerda, em 1999, está no partido socialista.
Em 2003 está novamente no partido socialista, onde se quer impor na senhora da hora como líder e onde se mantém até 2005.
No início de 2005 regressa ao bloco de esquerda.
No início de 2006 estava ao lado de Manuel Alegre onde criticou rudemente a candidatura de Francisco Louçã

Será que no início de 2008 já terá voltado ao ps?
Aceitam-se apostas!

Miguel Madeira disse...

Eu não conheço o JPF de lado nenhum, não faço ideia se o percurso descrito é verdadeiro e quais as razões dessas entradas e saidas, e provavelmente nem apoiarei a moção D.

No entanto, deixar o PS em 1999 (com Guterres parecendo de pedra e cal como primeiro-ministro), regressar em 2003 (com o PS na oposição) e voltar a sair em 2005 (quando o PS, ou já tinha voltado ao poder, ou era certa que o iria conseguir) não me parece "oportunismo".

esquerda.comunista@gmail.com disse...

Graffittis:

Pelo menos há pessoas que dão a cara e discutem política, não se escondendo atrás de nick names como covardes capados que só têm merda e ódio na cabeça.

Do Pedro de Andrade falará ele, mas quanto à minha suposta manifestação tardia de inteligência devo dizer-te (vos?) que, realmente, vendo a baixeza que percorre estes blogs de discussão para a Convenção do Bloco, começo a pensar que ela ainda nem sequer se manifestou pois parece-me bem que o acto mais estúpido da minha vida foi ter entrado para um partido que aparenta estar cheio de lambe-botas sem um mínimo de espinha dorsal.

E em bom portugês quero que todos @s palhaç@s que mandam comentários insultuosos anonimamente nestes blogs de discussão se vão foder pois não são meus camaradas mas simples escória que nem merece ser cuspida em cima.

Rui Faustino

Tribuna Socialista disse...

É de facto espantoso! Os comentários à posta "Oposição, governo ... e que tal lutar por uma alternativa socialista das esquerdas?" não têm nada a ver com ela!!! A ideia era a discussão de pontos de vista/propostas/posições tem por referência a V Convenção do BE.

Um tal "graffitis" resolveu "corajosamente" (??!!) a coberto de um nickname intrometer-se ainda por cima com ataques pessoais à minha pessoa. Óbviamente como militante socialista que sou - no PS ou no BE - só sou importante pela minha militância. E nada mais!

Sempre lutei pelas minhas ideias e convicções. Nunca me vendi a troco de lugares (é ridicula e cómica essa de ter pretendido ser líder (!!) da secção da Sra.Hora do PS!!!).

No BE ou no PS, sou socialista. E sou militante de um espaço social que identifico como socialista e que vai muito para além das fronteiras partidárias!

Sugiro que se discutam ideias, propostas e programas em vez de pessoas.

Saudações a quem as merece!
João Pedro Freire

Isabel Faria disse...

Rui Faustino, algumas vezes, desde há uns tempos para cá, me coloquei a mesma dúvida.
Ainda não me convenci... Mas que é, no mínimo, constrangedor, o que se tem passado nas nosas caixas de comentários, lá isso...
De repente. entram-nos pelos Blogs adentro tiques, vícios, paranóias, cobardias, calúnias, perseguições, ajustes de contas, que não nos pareciam possíveis no Partido que dia-a-dia temos vindo a construir. E custa.
Temos muito trabalho pela frente se quisermos voltar à Esperança de há oito anos...
E para isso não podemos voltar as costas. Não podemos dar aos cobardes sem espinha dorsal o sabor da vitória.

Isabel Faria disse...

Desculpa lá , João Pedro, ter também contribuído para o que justamente criticas. Foi só um desabafo...a luta, a verdadeira, continua já a seguir !!!

esquerda.comunista@gmail.com disse...

Mas isso está garantido, Isabel!

O que certas pessoas mais queriam era que batessemos com a porta. Mas por aqui ninguém lhes vai dar esse gostinho.

Disse o que disse porque não tenho responsabilidades políticas em nenhuma das moções ou listas. E, por isso, não tenho de fingir simpatia ou cordialidade com os nick, os anónimos e os adidas.

Viva a revolução!

Daniel Arruda disse...

Olhem que eu como ex militante do PS até me sinto mal com as coisas que por aqui foram ditas. Será que só os que vieram dos partidos fundadores é que são os puros?
Acho isto uma vergonha!!!!!!!!!

esquerda.comunista@gmail.com disse...

Como os srs. da Lista A continuam incomunicáveis, à falta de melhor, venho queixar-me à COC.


Os blogs de discussão das moções B, C, D têm sido invadidos por comentários provocatórios e insultuosos por pessoas que, pelo nível de conhecimento da realidade interna do BE e pelas posturas avançadas, só podem ser consideradas como apoiantes da moção A. De resto, um tal de "José," pelas suas observações, só pode ser considerado como um membro da mesa nacional!

Imagino que a moção A não seja responsável pela índice de estupidez que os seus (vamos imaginar que sãO SUPOSTOS) apoiantes revelam, mas creio que possam fazer um apelo para que os seus subscritores deixem de enviar mensagens anónimas para os blogs de discussão (excepção feita ao Blog da moção A que não permite comentários e que exclui textos enviados por militantes identificados - como a minha experiência pessoal o demonstra).

É que na internet qualquer um pode ter acesso ao que é publicado e os apoiantes da moção A (ainda que não identificados...) apenas demonstram publicamente o pior (e não o melhor) que o Bloco tem e isso não ajuda ninguém - a não ser os nossos inimigos de classe.

Viva Lénine!

Muito obrigado,
Rui Faustino
militante nº2800

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